uma questão de soberania

A Colômbia decidiu autorizar a construção de bases militares dos Estados Unidos em seu território. Isto provocou a ira de Lula, Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e toda esta patacoada de gente que não tem o que fazer.

A decisão de abrir ou não seu território aos Estados Unidos é única e exclusivamente da Colômbia. País que tem sua soberania reconhecida e incontestada por quem quer que seja. Os governantes dos outros países não têm que dar pitecos naquilo que um país decide fazer, com o pífio argumento de que tal aliança com os americanos trariam um sério risco para o continente latino-americano.

Ora, se fazer alianças com os Estados Unidos é tão perigoso assim, porque cargas d’água o venezuelano Hugo Chávez mantém relações militares com o Irã? Poxa… O Irã!!!! Quem é mais louco nessa história?

Outro ponto importante que devemos destacar, é que o governo colombiano em nenhum momento se meteu nos assuntos militares dos países vizinhos. Nunca contestou a aliança militar entre Brasil e França, Venezuela, Rússia e Irã (poxa… o Irã???). Porque agora todos estão contra a Colômbia por sua aliança? Cada País é livre para direcionar sua vida.

O que eu acho que acontece com o Chávez é a mesma coisa que aconteceu com o Lula no Brasil antes de assumir a presidência da república: Inveja das idéias alheias. Lula, antes de subir ao trono presidencial era contra tudo. Absolutamente tudo. Ele e o PT foram, literalmente, o significado claro do atraso nas principais reformas do País. Eles foram contra até o texto de nossa constituição. Foram contra o Real. E agora que estão no governo, são a favor de tudo e ainda falam que foram eles que fizeram. Quer dizer, idéia na cabeça dos outros não presta. Mas a mesma idéia na minha cabeça é palavra sagrada.

Lula e seus parceiros não devem se meter nos assuntos internos de outras nações. Cada um que cuide do seu.

E outra. Será nessa reunião extraordinária da Unasul que vamos ter certeza de que ela é igual ao cartão vermelho do Sulplicy. Não tem efeito prático nenhum.

 

Abraço,

Renato Gomes.

lá vem o suplicy

Li nos noticiários de hoje que o Senador Suplicy deu um cartão vermelho ao Senador Sarney, dizendo que este deveria renunciar ao cargo de presidente do Senado, por não esclarecer as acusações que pesam sobre ele.

Fiquei pensando por alguns instantes: Onde estava o Senador Suplicy quando o PT decidiu não fazer nada contra o Sarney? Lembrei que ele não estava de férias, nem de licença… Ele estava lá!

Ora, é muito fácil para o Senador Suplicy, aparecer na tribuna e, usando sua criatividade, mostrar um cartão simbólico ao presidente da casa. O caso já foi arquivado, não poderá ser levado ao plenário. Ou seja, é atirar em quem já morreu. O efeito prático é nulo.

Entretanto, isto tem uma explicação. Os Senadores do PT perceberam que o fato de terem livrado Sarney da cassação, sujou sua imagem perante o eleitorado.

Alguns petistas, porém, tiveram atitudes mais éticas e morais do que outros. A Senadora Marina Silva, que já estava com um pé fora da porta, colocou o outro. O Senador Flávio Arns comunicou que se retirará do partido em breve. Protocolou nesta semana um pedido de autorização na Justiça Eleitoral para assim fazer (e ainda demonstrou publicamente sua vergonha por participar do PT).

Do outro lado da moeda, estão os Senadores Mercadante e Suplicy. O primeiro, apenas beijou a mão do Lula, obedecendo a suas ordens e abaixando a cabeça perante todo o Senado e o Eleitorado, mostrando-se muito pequeno… Pequeno demais para representar o estado de São Paulo naquela casa. O Segundo, Suplicy, gosta muito desta coisa de linguagem figurativa. Ele canta, declama poemas e agora tem essa do cartão vermelho. Ora, a quem ele quer enganar? Agora que tudo já foi feito, manifestações deste tipo são dispensáveis.

Como outras pessoas já fazem, também proponho aqui aos leitores deste blog, que pensemos melhor no próximo ano na hora de votar em nossos representantes ao Senado. A Casa está falida, e é preciso mudar isso já. Pelo Parlamento, pelo Brasil e pelos brasileiros.

 

Grande Abraço,

Renato Gomes.

absurdo jurídico-político

Com imenso pesar tenho que escrever esta matéria.

No final da semana que se passou, fui surpreendido pela notícia de que o clã dos Sarney entrou com medida judicial com o ardiloso objetivo de calar o importante jornal O Estado de São Paulo.

Fiquei ainda mais surpreendido com a decisão do magistrado que, do alto de seu saber jurídico, entendeu ser válida a usurpação da liberdade de expressão para este caso.

O que não dá pra entender (nem mesmo aceitar), é que o primeiro presidente da república após o brutal regime militar toma uma atitude como estas. É certo que a ação foi promovida por seu filho, que também é alvo de investigação da Polícia Federal. Mas á claro e evidente que o Senador Sarney usou de métodos nada convencionais no direito para alcançar o objetivo de seu pupilo.

É inaceitável… É algo que enoja qualquer pessoa que tenha o mínimo de apreço pela democracia. É algo que beira a sandice!

Após tantos e tantos tempos lutando por nossos direitos, pelo direito ao voto, pelo direito de poder ser, de fato, um povo de um país, somos surpreendidos com este tipo de caminho, muito utilizado pelo governo repressor. Isto é atitude de DOI-Codi.

Eu já tinha uma opinião de que a permanência do Senador Sarney na casa estava insustentável. Hoje, vejo que não há mais como prosseguir. Ou sai o Sarney, ou decretamos a falência da instituição Senado Federal.

Em tempo, surgem ainda os idiotas do governo defendo este ser execrável. Lamentável ver um governo de um país tão grande e importante como o Brasil se render a este tipo de atitude, visando única e exclusivamente o pleito eleitoral do próximo ano… Pensemos muito bem nestes, e nos outros casos que se passaram. O mensalão só não chegou ao Luís Inácio porque a bomba foi assumida pelo então braço direito dele, José Dirceu.

Lembrei de uma frase: “Papagaio que acompanha João-de-barro se enrola. Vira ajudante de pedreiro”.

Abraço,

Renato Gomes.

hora de acordar

As juventudes que antecederam a nossa (não partidária, mas civil), eram pessoas que buscavam seu lugar ao sol, sempre lutando por alguma coisa.

Alguns jovens militares foram parte importante da Proclamação da República, outros militaram nas trincheiras da campanha “O petróleo é nosso”, outros tantos jovens lutaram nas trincheiras paulista na revolução de 1932, outros tantos lutaram, protestaram, morreram para que o Brasil pudesse ser um Estado democrático e, o mais recente ato (ainda que velho), foi o movimento dos caras pintadas, que contribuiu para tirar do presidente Fernando Collor do poder nacional, pelos fatos tão exaustivamente rechaçados pela história.

Como vimos, a história brasileira é sempre movida por objetivos, e nela sempre houve a presença dos jovens para que a sociedade num todo pudesse galgar grandes patamares. Entretanto, do que precisa hoje a nossa juventude? Qual é a nossa luta?

Aqueles que julgam, num primeiro momento, não ter nenhum motivo aparente para lutar (pois o tão sonhado Estado Democrático está aí), se engana. É através desse mesmo Estado que surgem pessoas com métodos muito ardilosos. Pessoas dotadas de demagogias prejudiciais ao bom andamento da democracia.

Olha a situação em que se encontra o nosso Senado Federal. O Presidente da Casa, Senador José Sarney, acabou de ser pego ao telefone, clara e evidentemente negociando cargos para a família, e o Presidente da República, Luis Inácio, ainda defende o Senador.

Ora, nada mais é do que a degeneração de uma sociedade inteira, quando o governo maior do Estado se alinha a métodos ilegais no exercício da política e do poder.

Eis aí uma grande causa que deve ser abraçada por toda uma juventude que hoje, infelizmente, encontra-se sem rumo, e sem a mínima vontade participativa.

As juventudes dos partidos políticos, por sua vez, devem começar a se coçar e sair em protestos. A internet é um excelente aliado, mas não faz o mesmo barulho que uma campanha de rua. Precisamos que estas juventudes, independentemente das legendas e posições ideológicas, peguem para si a responsabilidade de puxar o cordão da ética, da justiça e da defesa das instituições.

As juventudes hoje estão inertes, e quando fazem alguma coisa, procuram fazer única e exclusivamente em benefício interno. Não que isso não seja necessário, mas precisamos de mais. Ficamos a mercê dos partidos políticos, mas esquecemos muitas vezes o porque entramos para a política. Esquecemos muitas vezes das coisas mais simples que nos levaram a militar por uma legenda, a trabalhar em campanhas para nossos parlamentares.

A juventude partidária e civil precisa acordar. Caso contrário, o País estará fadado a ser sempre isto que Sarney representa: Um retrocesso.

Efusivo Abraço!

Renato Gomes.

zé anibal no psdb

Na noite de ontem (06/07/2009), fui a uma palestra do Deputado Federal José Aníbal, que faz parte de um ciclo de palestras promovidas pelo PSDB para comemorar os nossos gloriosos 21 anos de vida.

Na ocasião, foi comemorada também os 15 anos do Plano Real, idealizado e realizado pela gestão do nosso sempre Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Eu, particularmente, gostei muito da palestra do Deputado, pois ela remonta o passado, sem deixar de dar a linha mestra para o futuro.

O deputado relembrou que o PSDB nasceu de um ato histórico, que tinha em sua pujança uma simbologia muito forte, que foi ter saído do Governo (tanto federal como estadual), e montado um novo partido, justamente por não pactuar com aquela forma de administrar o País.

O ato está eternamente marcado na história política do Brasil com a célebre frase do saudoso Franco Montoro, que sintetiza todo o pensamento dos fundadores do PSDB: “Longe das benesses do poder, mas perto do pulsar das ruas, nasce um novo partido”. E foi assim que se deu início a uma verdadeira mudança no País.

As conseqüências disso estão gritantes hoje. Se hoje conseguimos compra um mesmo produto, pelo mesmo preço de manhã e a tarde, é tudo culpa do FHC, por ter aniquilado com a inflação e promovido maestralmente o Plano Real. Se hoje o Governador José Serra (que fez parte da equipe FHC) consegue investir R$20 bilhões em São Paulo, é tudo culpa do nosso saudoso Mario Covas, que promoveu o maior ajuste fiscal na história do País, recuperando um estado que não tinha dinheiro para colocar gasolina nos carros da polícia.

Foram época muito penosa. Hoje, o governo Lula se vangloria da estabilidade econômica, mas ele se esquece que ela só é possível porque ele e sua ‘equipe’ mantiveram a risca o Plano Econômico de FHC. Tanto é verdade que o Presidente do Banco Central nunca mudou.

Paralelamente a isto, cumpre a mim aqui fazer coro para que o partido tome iniciativas de construção do pensamento do militante. Assim como disse o Zé Aníbal, hoje, toda vez que sentamos para conversar com nossos grupos políticos, o primeiro assunto que tomba na mesa é eleição. Quem será o candidato? Quem tem chances de ganhar? Como vamos fazer pra convencer o povo de que somos melhore?

Acontece que para chegar ao tal diálogo eleitoral, precisamos primeiro rever nossas formas de passar ao povo tudo aquilo que fizemos para melhorar a vida de cada um. Perdemos muito tempo explicando a engenhosidade dos planos e medidas, mas esquecemos de enfatizar quem é o real beneficiado por isso. Precisamos convencer o pobre analfabeto de que nos preocupamos com ele, e tirar a imagem ruim que nossos adversários nos impõe.

Precisamos pensar melhor o partido, para pensar o povo.

 

Grande Abraço,

Renato Gomes.

a festa da minoria

No último sábado, dia 27/06/2009, ocorreram as ‘eleições’ da Juventude do PSDB na Capital Paulista, sendo que os acontecimentos anteriores foram minimamente planejados para que o resultado fosse alcançado. Porém, este é um conteúdo para uma série de textos que serão postados aqui.

Falando sobre a eleição, a chapa vencedora foi a Novos Rumos, tendo como presidente Alex Dário, e obtendo a inigualável marca de 73 votos, num universo de 3.500 militantes jovens com autorização para votar (o termo autorização empregado há pouco deve ser lido no sentido literal da palavra. O PSDB autorizou apenas alguns membros filiados a votarem, ainda que alguns que não podiam, votaram).

A chapa derrotada foi a Fidelidade Tucana, que tinha como candidato a presidente o Dr. Alexandre Guilherme, que também fora candidato nas eleições para a vereança em 2008. Sua chapa obteve apenas 25 votos, diante do mesmo universo supra mencionado.

A chapa Novos Rumos vibrou muito com sua ‘esmagadora’ vitória. Tanto é que gritaram aos quatro cantos que agora eles querem a JPSDB Estadual. Enfim… Se na capital foi assim,imagine no Estado.

Entretanto, eu só vejo a possibilidade da chapa Novos Rumos tomar a JPSDB Estadual se proceder da mesma forma com a qual procedeu nas eleições municipais: Encontrando alguém que trabalhe por eles dentro da Comissão Eleitoral, tal qual como foi feito nesta eleição pelo Rosalvo Salgueiro, uma pessoa que se diz ética.

Bem, a chapa a qual eu pertenço foi impugnada das eleições justamente pelo cara que julgou todos, repito: todos, os processos que foram protocolados para a Comissão Eleitoral, sendo que todos os julgamentos gritavam irregularidades, justamente por não seguir o pé da maior lei partidária, qual seja, o Estatuto.

Mas, como diz o velho ditado jurídico: “Cabeça de Juiz e bumbum de neném, ninguém sabe o que vem”. E adequando ao caso: “Cabeça de julgador velho fazendo coisas para a juventude, pode crer que vem bosta”. Não rimou, mas foi o que aconteceu. Duas visões diferentes para problemas análogos. E olha que ele estuda Direito.

O processo foi inflado por atos antidemocráticos, e hoje, os empossados não representam a totalidade dos jovens do partido… Nem mesmo chegam perto disso.

Grande Abraço,

Renato Gomes

funiculi, funicula!

Eu estava a poucos dias estudando o estatuto de um moderno e novo partido italiano quando me deparei com algo realmente surpreendente na forma de escolha de seus candidatos aos cargos majoritários.

Este partido, para escolher seus nomes, segue única e exclusivamente uma cláusula estatutária que diz que o candidato ao cargo majoritário será aquele que ocupa o cargo de Secretário Geral do partido (o que equivale ao nosso cargo de presidente).

Com isso, resolvem-se os problemas de discussão sobre as prévias, filas ou vontades pessoais de cada membro em potencial do partido.

Trazendo isso à nossa realidade, nosso partido, pioneiro em diversas inovações políticas, pode também adotar sistema semelhante, evitando assim toda essa confusão que ultimamente ocorre quando precisamos decidir algo do tipo.

Claro. Deixar que o membro ocupante deste cargo fosse o indicado para o pleito eleitoral apenas antecipará as discussões internas. Entretanto, para a militância em geral, isto seria deverás salutar para que ela se acostume ao candidato, e para que este também a convença de que ele pode representá-los. Em miúdos, a ferida seria cicatrizada até a data do pleito.

Outro ponto favorável neste assunto, é que este tipo de escolha obrigaria o candidato a fazer muita militância de base, uma vez que precisaria dela para ocupar o posto. E esse assunto de candidato militante é algo que eu sou adepto há tempos! E este tipo de escolha poderia ser adotado por todos os partidos políticos, de forma a respeitar o eleitor, indicando assim candidatos com a cara e o compromisso de sua legenda e tese ideológica.

Meu amigo Zé Rubens publicou recentemente em seu blog (clique no endereço na página do Polítiquemos!) uma matéria que se dirige para uma tese bem parecida, porém, ele comenta que o ideal seria o partido (na municipalidade) sendo dirigido pela bancada de vereadores, adequando ao quadro alguns membros da militância.

Concordo com ele, e acredito que este grupo de parlamentares pode direcionar o partido a uma convivência de harmonia e união em todos os pleitos. Adiciono, porém, a tese do partido italiano em comento, para a escolha dos candidatos aos cargos majoritários.

Com isso, meus caros colegas, deixo aqui aberto o espaço para o debate do tema, e me proponho, assim que possível, encampar um movimento oriundo da juventude do PSDB, para lutar pela implementação deste projeto no seio de nossa legenda.

Cordiali Saluti!
Renato Gomes.